16 de janeiro de 2013

Um novo EU


Estes últimos meses, fizeram-me abrir os olhos em várias vertentes.
Descobri que ninguém sabe o significado de AMOR, talvez nem eu própria saiba.
Descobri que ninguém é perfeito, eu própria não o sou.
Descobri que não podemos cair em tentação, que não podemos acreditar em tudo, e que nem podemos confiar a 100% nalguma coisa ou em alguém. 
As pessoas surpreendem-nos sempre, positiva ou negativamente.
Não vou voltar a chorar, não vou voltar a confiar os meus sentimentos a alguém que não os saiba tratar bem, não vou voltar a ser a parva pessoa que se ilude, não vou voltar a SER EU com ninguém, pelo menos, tão inteiramente!
A partir de hoje, vou viver à minha maneira e fazer o que eu quero, quando quiser!
Porque por ser tão boa, acabo sempre sem tanto...

Lição


Vou afogar-me em mim mesma..
Vou esquecer as palavras ditas, os gestos praticados e todas as esperanças que cabiam em mim, desde então.
Não será por querer, não será um desejo meu..
Mas esta vida insiste em atirar-me obstáculos sempre que construo grandes sonhos, ou sempre que construo vida, castelos e desejos em ti.
Com isto aprendo que a desistir não os recupero.
Mas se ainda sobrar força e coragem, irei com certeza construí-los novamente!

14 de agosto de 2011

Pergunto-me a mim mesma quanto tempo demorará, quanto tempo leva este tal tempo que tarda a passar.
Tive o mundo nas minhas mãos, tive tudo aquilo que preciso para me completar, e de repente quando acordo, deparo-me com um buraco no meu peito que me destrói compulsivamente, oferecendo-me um vazio horrendo.
Conhecia o nosso jogo, sabia o seu limite e que em breve irias, mas desconhecia que metade de mim morreria com a tua ausência.
Os segundos custam a passar, começo a perder as forças e estas fazem-me cair até ao fundo, mas lá em baixo, não encontro degraus para subir.
A energia que o teu sorriso me dá, que o teu abraço me contagia, que o teu cheiro me alucina, não estão mais aqui.
O vento, esse, insiste em trazer-me a tua memória.
Não vejo a hora de te ter de novo comigo, e de tão pouco, parece que falta tanto!
Tenho saudades tuas...

8 de maio de 2010

Ser livre, livremente


Ai como eu gostava de ser livre
de poder voar como um pássaro
de sentir o vento a correr no corpo
de sentir que vale a pena o que faço


Ai como me sinto contente
por ver as folhas bailarem
por ver as crianças sorrirem
e as vidas passarem


Como eu gostava de ser assim..
Não estar presa ao passado
Não estar agarrada a tudo
o que os outros deixam de lado


Aquilo que sou hoje
é aquilo em que me tornei
graças a atitudes cruéis
ou apenas gestos infiéis


Sou como sou
com orgulho e desilusão
Vivo cada momento
presa na minha consciencialização


A minha força interior
não me deixa ser livre
ser prisioneira ao amanhecer
é o que neste momento reside


Talvez um dia eu mude
talvez ganhe coragem de o fazer
mudar o meu destino
antes que não o possa fazer.

2 de maio de 2010

As crianças


Os dias passavam cinzentos…
Iguais como todos os outros mas diferentes a cada instante
Caíam folhas do céu, grandes como naves espaciais…
As crianças num tom inocente, riam e diziam ser animais a descer o céu
Os pais entram na alegria da inocência e afirmam “sim filho, são vacas voadoras e elefantes amarelos”
As crianças são a verdadeira razão da vida, não encontram maldade no que vêem ou no que dizem…
Mas não…. Não são animais voadores nem naves espaciais….
Continuam a ser as folhas… as velhas rameiras que já não servem, e morrem…
A morte é o final de tudo, é o final dos momentos, das tristezas, das alegrias, da vida!
Folhas que secam e morrem, como a vida de cada ser humano que nasce para morrer.
Quem nos dera ser eternamente crianças, sem pensar nas crueldades do mundo, nem na tristeza do fim.